Archive for Março, 2007

Música para os meus ouvidos…

Março 24, 2007

O bater dos armários, o chocar dos copos, o tilintar da colher a misturar o mokambo no leite, os passos, a respiração, o apitar do microondas…É Sábado de manhã e estás a fazer um daqueles pequenos-almoços

Eu, preguiçosa, viro-me mais uma vez na cama e preparo-me para sorrir quando entrares no quarto 🙂

A

União Europeia

Março 24, 2007

Tinha pensado por hoje (ontem) se celebrarem os 50 anos do Tratado de Roma, escrever um pouco sobre a UE.

Pensei em falar do princípio da subsidariedade. A importância de levar a Europa a toda a Europa.

Só que no canto da Europa aqui ao meu lado já se ressona… e eu estou a ficar contagiada…

Por hoje fico-me, pois, pela intenção… Um dia destes volto ao assunto.

Esperas por mim Europa?

Ouvi na rádio…

Março 21, 2007

… que hoje era dia da poesia.

Deixo, então, um poema, mas como sou do contra deixo este de Shakespeare:

My mistress’ eyes are nothing like the sun;
Coral is far more red than her lips’ red:
If snow be white, why then her breasts are dun;
If hairs be wires, black wires grow on her head.
I have seen roses damask’d, red and white,
But no such roses see I in her cheeks;
And in some perfumes is there more delight
Than in the breath that from my mistress reeks.
I love to hear her speak, yet well I know
That music hath a far more pleasing sound.
I grant I never saw a goddess go:
My mistress, when she walks, treads on the ground.
And yet, by heaven, I think my love as rare
As any she belied with false compare.

William Shakespeare

–> Assim fico consolada. O meu amor não me escreveu um poema, mas pelo menos não me escreveu este… (se bem que no final, este acabe por ser uma demonstração de amor… eu cá dispenso a figura de estilo da ironia para estes fins).

O último post resgatado – visitas do mundo do sol (note-se que está já bem desactualizado…)

Março 10, 2007

visitas do mundo do sol

São vultos que aparecem, depois, pisco os olhos e já não estão lá. Às vezes acontece-me.
Dizem-me que é do cansaço. Talvez não seja.

É verdade que isto acontece quando estou bem cansada, mas não penso que o cansaço seja a única explicação.

Ando francamente triste (apenas profissionalmente, sublinhe-se), porque a profissão de advogada do meu mundo das ideias não corresponde minimamente à realidade.

Depois, um exame corre mal e só vem piorar tudo.

Então fico cansada. E eles aparecem.

A minha teoria é que vêem que estou triste e aparecem para visitar. Não os conheço, mas vêm dizer que estão presentes.

E distraem-me por um bocadinho. Fico a pensar neles em vez de nas respostas erradas.

Não metem medo, estão lá, não estão. Distraem.

Não estou louca. Calma.

Não falo com eles nem nada de parecido.

Não digo que são reais.

Apenas gosto de pensar que vêm do mundo do sol para me visitar. Trazer-me um sorriso.

Um mundo paralelo

Março 10, 2007

Um DVD dos Queen, o indescritível Freddy Mercury, uma vontade louca de ver o concerto ao vivo e o pesar de tal não ser possível.

Já não são poucas as pessoas que marcaram a minha vida e deixaram saudades.

As cartas, as fotografias e os filmes transportam-nos no tempo e ajudam a consolar. É quase mágico. Arrepiei-me a assistir ao DVD dos Queen, por segundos viajei até aquele concerto. Mas não é o mesmo.

Não sei muito da vida, não percebo a morte e ainda lido com uma criança no que respeita a conhecer a fronteira entre as duas. Parece que espero a visita daqueles que já não vivem, como se voltassem de uma longa viagem.

Imagino o Mundo do Sol, um mundo paralelo e não posterior ao nosso. Não sei. Gosto de pensar assim.

o parágrafo guardado…

Março 10, 2007

“entrada

Elli confundiu uma entrada no Mundo do Sol com um suicídio brutal. O vulto mergulhou, um salto de anjo, da falésia para dentro do mar bravo; desapareceu na linha onde o pôr do sol se derretia no mar. Ele não apareceu mais à superfície. Só Elli viu e ninguém acreditava. Nunca apareceu corpo algum.”