Archive for Abril, 2007

pequenas lições II

Abril 29, 2007

Arrumar a roupa de inverno e comprar sandálias provoca pluviosidade…

Anúncios

25 de abril e eteceteras

Abril 26, 2007

É com muita leveza, para não dizer quase indiferença, que vivo o 25 de Abril. Um dia como os outros com a vantagem de ser feriado.

Como a escola já acabou, nem é preciso falar do que aconteceu, nem fazer Redacções….

Uma desgraça, portanto. Eu não me sentei à volta da fogueira e não aprendi o que custou a liberdade. Qual alma perdida, nem sequer sei se sou democrata!

Pelo que aprendi em História:
1 – não devia ter estudado o 25 de Abril nas aulas de História, pois ensinaram-me ser necessário decorrerem 50 anos até se conseguir o distanciamento para se olhar para os factos como História.
2 – não percebo porque chamam Revolução ao que tem muito mais características de Golpe de Estado….
3 – mas o 25 de Abril foi bom, digo isto sem ironia, pois veio por fim à guerra colonial – e não me lembro de nada mais estúpido do que a Guerra.

Agora, manifestação (ou festejos ou o que lhe queiram chamar) na Avenida da Liberdade cortada ao trânsito e eu presa num consequente engarrafamento brutal, quando queria chegar ao escritório porque tinha que ir trabalhar… Fico chateada, com certeza que fico chateada…

Que pouco intelectual, pouco profundo da minha parte, não falar do 25 de Abril do Zeca Afonso e do camarada Vasco… Não me fica nada bem.

Digo mais, esta fútil, pobre de mim, pouco antes de escrever estas linhas, tinha na cabeça apenas uma preocupação: com este clima incerto (e desgraça das desgraças estou mesmo a falar de sol e chuva e frio e calor) o que vou vestir amanhã para trabalhar?

Só que notem, por outro lado: Trabalho e desconto para os impostos, tudo certinho. Faço a minha parte…. Agora, não me peçam para votar…

Que lata

Abril 26, 2007

Quantos anos mais teremos de aturar as paradas do 25 de Abril na Avenida da Liberdade? Não lhes arranjam uma rua fechada ao trânsito? E ainda têm a lata de gritar “25 de Abril Sempre”… Deus nos livre 😉 A

Partida, Lagarta, Fugida!

Abril 25, 2007

Um Domingo gratuito a meio de uma semana eléctrica – que dádiva! Resta saber como o aproveitar.
Surf, trabalho (ah pois…), visitas, arrumações em casa,…
Dá para perceber porque os meus posts são tão pouco extensos?
Feriado, aqui vou eu!

Tango!

Abril 24, 2007

Aqui estou e com todo o prazer! Vou procurar estar à altura e não trocar os passos! 😉 A

…it takes 2 to tango

Abril 23, 2007

Estou aqui à tua espera, Miguel.
A

Copo de água meio cheio!

Abril 23, 2007

Hoje é 5.ª, amanhã 6.ª, depois Domingo, depois 5.ª, 6.ª, Sábado, Domingo, 6.ª, Domingo, 4.ª, 5ª, 6ª, Sábado e Domingo.

Muito mais divertido que pensar apenas que esta 4.ª e a próxima 3.ª são feriado, não?

And now for something completely different…

Abril 17, 2007

Parabéns a Nós!!!

 Quantos meses já voaram?

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Há 7 meses foi assim…

Abril 16, 2007

casamento pétalas

… Parabéns a nós meu amor!

 … e é mesmo verdade que cada dia estás mais bonito e mais querido e mais tudo e me fazes mais e mais feliz. AMO-TE!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Pequenos gestos I

Abril 4, 2007

Ontem, parada no semáforo, em plena Estrela e com meia boca dormente após sair do dentista, dois nuestros hermanos, no carro ao lado, pediram-me indicações para o Aeroporto. Com a boca de lado e imaginando a confusão que seria explicar tal percurso, optei por fazer um desvio no caminho para casa e disse para seguirem o meu carro; o que fizeram todos contentes.

Confesso, o meu gesto foi mais pela atrapalhação do que por simpatia…; imaginar-me a explicar, em portunhol, com a boca dormente, todas as curvas e contracurvas desde a Estrela ao Aeroporto… Enfim, o desvio não era grande e assim, evitei esse ridículo…

No entanto, há quem tenha fantásticos pequenos gestos apenas por bom coração. Aqui deixo um, que se passou comigo:

Às portas de Vaitape, entre o mar, as flores e algumas pequenas casas, uma estrada com curvas, uma bicicleta sem travões e um imenso jet lag, impuseream um paragem de emergência naquele idílico passeio de lua de mel… O pequeno almoço do hotel ficou devolvido na berma da estrada e cambaleante, perante o olhar preocupado do recém-marido :), fui lavar a cara ao pequeno porto que ali havia.

Logo saltou um gigante, cheio de tatuagens a gritar: ne buvez pas cette eau. Meia atordoada, consegui esboçar um sorriso e responder, no esquecido francês, que não ia beber aquela água (por muito que me apetecesse). Achei simpática a preocupação.

Cambaleiei de volta até à bicicleta, devidamente escoltada pelo marido afligido (os homens assustam-se com muita facilidade)… Logo apareceu uma criança a oferecer-me uma garrafa de água congelada. O rótulo da garrafa era, praticamente, inexistente e a origem da água desconhecida…mas aceitei e bebi de bom grado aquela dádiva.

Conhecendo o meio simples em que me encontrava, procurei uns francos polinésios e dirigi-me à casa de onde a criança saíra, para pagar a água. O simpático gigante não aceitou qualquer pagamento, limitando-se a repetir com um sorrizo “c’est pour vous”. Restou-me, apenas, repetir eu Maruru (obrigada)… E nunca me vou esquecer daquele querido e muito tatuado gigante.