Archive for the ‘viagens’ Category

A dançar pelo mundo fora…

Julho 11, 2008

🙂 A

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Viver a Saudade

Agosto 20, 2007

Saudade. O mítico e místico sentimento português que se diz ser impossível de descrever, ou de traduzir.

Afinal, foi fácil ensinar os nossos amigos americanos o que é a Saudade. Não explicámos. Não ensaiámos nem uma palvra no sentido de traduzir o sentimento. Apenas os recebemos e os deixámos ser recebidos por Portugal.

No momento da despedida, os nossos amigos transbordavam Saudade. O sentimento que não se explica, mas que se vive.

Agora, é a nossa vez de ir descobrir o American Dream…

Momento em Maputo

Julho 27, 2007

Vivido pelo meu irmão, recentemente, numa noite no Maputo:

Ele: (…) e tem descaféinado?

Empregado: Tem sim.

Ele: De certeza que é descaféinado?

Empregado: Tem descaféinado sim.

 Ele (que já vai conhecendo Maputo): De certeza que é mesmo descaféinado?

Empregado: É descaféinado sim.

Ele (que felizmente é bem saudável, mas que já sabe mesmo como aquilo funciona): Olha que eu tenho problemas de coração!

Empregado: Não tem descaféinado.

Pequenos gestos I

Abril 4, 2007

Ontem, parada no semáforo, em plena Estrela e com meia boca dormente após sair do dentista, dois nuestros hermanos, no carro ao lado, pediram-me indicações para o Aeroporto. Com a boca de lado e imaginando a confusão que seria explicar tal percurso, optei por fazer um desvio no caminho para casa e disse para seguirem o meu carro; o que fizeram todos contentes.

Confesso, o meu gesto foi mais pela atrapalhação do que por simpatia…; imaginar-me a explicar, em portunhol, com a boca dormente, todas as curvas e contracurvas desde a Estrela ao Aeroporto… Enfim, o desvio não era grande e assim, evitei esse ridículo…

No entanto, há quem tenha fantásticos pequenos gestos apenas por bom coração. Aqui deixo um, que se passou comigo:

Às portas de Vaitape, entre o mar, as flores e algumas pequenas casas, uma estrada com curvas, uma bicicleta sem travões e um imenso jet lag, impuseream um paragem de emergência naquele idílico passeio de lua de mel… O pequeno almoço do hotel ficou devolvido na berma da estrada e cambaleante, perante o olhar preocupado do recém-marido :), fui lavar a cara ao pequeno porto que ali havia.

Logo saltou um gigante, cheio de tatuagens a gritar: ne buvez pas cette eau. Meia atordoada, consegui esboçar um sorriso e responder, no esquecido francês, que não ia beber aquela água (por muito que me apetecesse). Achei simpática a preocupação.

Cambaleiei de volta até à bicicleta, devidamente escoltada pelo marido afligido (os homens assustam-se com muita facilidade)… Logo apareceu uma criança a oferecer-me uma garrafa de água congelada. O rótulo da garrafa era, praticamente, inexistente e a origem da água desconhecida…mas aceitei e bebi de bom grado aquela dádiva.

Conhecendo o meio simples em que me encontrava, procurei uns francos polinésios e dirigi-me à casa de onde a criança saíra, para pagar a água. O simpático gigante não aceitou qualquer pagamento, limitando-se a repetir com um sorrizo “c’est pour vous”. Restou-me, apenas, repetir eu Maruru (obrigada)… E nunca me vou esquecer daquele querido e muito tatuado gigante.